Natasha: minha aluna virtual (comentei dela com vcs)

26 10 2012

Pessoal

Este texto é da Natasha, uma aluna virtual que tenho que mora na Califórnia. Sua mãe é brasileira e o pai americano. Ela tem me ensinado muito sobre como usar a Interenet na relação pedagógica. Não a conheço pessoalmente, ela me achou por meio da Revista Acolhendo.

Vale a pena ler a explicação dela sobre blended learning.

 

Bjs

 

 

 

 Blended Learning – Evolução no Modelo de Sala de Aula

 

Imagine uma sala de aula em que os estudantes não somente aprendem, mas aprendem do jeito que melhor corresponde com a criança do século XXI e que aprendem da maneira que o mercado laboral demanda? Isso é a promessa de “blended learning.”

 

O blended learning incorpora a tecnologia no ensino para criar um estilo de educação que corresponde ao ritmo de aprendizagem de cada aluno – com a idéia de que, fazendo assim, todos os estudantes vai aprender mais, e mais rápido. Sabemos que é impossível para a professora poder dar a atenção necessária a cada estudante. Há sempre estudantes que são mais avançados e outros que estão muito atrás. O que normalmente acontece é que a professora tenta ensinar ao médio, deixando alguns perdidos e outros frustrados.

 

Este foco em instrução individualizada, em que o estudante pode aprender a matéria em acordo com o seu ritmo, tem a capacidade de disponibilizar a professora para se enfocar em instrução diferenciada em grupos pequenos baseada em data gerada pela tecnologia. E tudo isso pode poupar muito dinheiro para a escola, criando mais flexibilidade em onde alocar os recursos.

 

Como conseguir tudo isso? Vamos dar uma olhada aos quatro modelos de blended learning, como apresenta Education Elements, uma companhia dos EUA que ajuda escolas implementar esta inovação:

 

  • Lab Rotation (Rodízio de Laboratório): Aqui os estudantes rodiziam entre a sala de aula e a sala de computadores. Dentro da sala de computadores, cada estudante faz exercícios que correspondem exatamente com o seu nível e o que está sendo estudado dentro da sala de aula. Dados gerados durante este período são disponíveis pela professora para informar a próxima aula.
  • Class Rotation (Rotação de Sala de Aula): Dentro da sala de aula, os estudantes são divididos em grupos pequenos (por exemplo, uma sala de aula com 30 estudantes podia se dividir em 4 grupos de 7 ou 8 estudantes). Cada vinte minutos, os estudantes mudam de grupos. Um grupo é com a professora, dois grupos são com o computador, e o quarto pode ser “guided practice,” ou um exercício em grupo para implementar, através duma atividade, o que os alunos acabam de aprender. A professora ainda pode controlar a sala de aula inteira, mas podendo se concentrar em um grupo menor de estudantes, em vez de todos ao mesmo tempo. Quantas vezes a aula termina sem tempo de fazer atividades ou ir mais profundo na matéria porque a professora teve que gastar a aula inteira explicando e repetindo a matéria por causa das diferenças na maneira em que os estudantes aprendem e por a facilidade de se distrair quando estão em grupo grande?
  • Flex: A sala de aula parece como um central de atendimento com um computador a cada mesa, com salas pequenas ao lado para instrução em grupos pequenos. Aqui, os estudantes trabalham principalmente no computador, e a professora trabalha com os estudantes para instrução individual, intervenção, ou outras atividades para ir mais profundo na matéria.
  • Pod (Vagem): Imagina uma escola dentro duma escola. Cada “pod” pode ter estudantes de várias séries. Aqui a professora tem 3 papeis distintos: orientadora, especialista em comportamento, e instrutora.

 

Cada um desses modelos tenta dar mais controle ao estudante sobre a sua educação e lhes dar instrução orientada ao estilo de aprendizagem de cada estudante. Também, os modelos dão dados para a professora para ela poder criar a matéria e ensinar da maneira que vai mais ressoar com os alunos. A tecnologia é fundamental para criar tal ambiente porque, como diz Education Elements, “Diferenciação [de instrução] e geração de dados não são escaláveis sem a tecnologia.”

 

Há várias companhias e escolas nos EUA que estão tentando desenvolver blended learning, como Education Elements (http://www.edelements.com/) já mencionado e as escolas Rocketship (http://www.rsed.org/) e tão tido muito sucesso em melhorar a qualidade de ensino e os logros acadêmicos dos estudantes, sobretudo em escolas carentes. Também, as professoras apresentam uma maior satisfação com o seu trabalho usando o modelo de blended learning.

 

Além disso, o estudante de hoje está muito ligado a tecnologia fora da sala de aula. E o mundo laboral requere pessoas que trabalham com facilidade com a tecnologia. O blended learning está tentando reformar a sala da aula para corresponder com as realidades do século XXI.

 

Mas agora a questão é o Brasil e os países de língua portuguesa. Se você conhece alguma tentativa aqui no Brasil para implementar blended learning, compartilhe aqui.

 

Ademais, qual é a sua opinião de blended learning? Como isso muda o papel da professora? Como é que o blended learning iria mudar o seu estilo de ensino? Você acha que isso podia melhorar os logros acadêmicos dos estudantes? Na sua escola, existe a infra-estrutura tecnológica para experimentar com blended learning? Compartilhe aqui.

 

Para ver um vídeo breve de Education Elements que apresenta uma introdução ao “blended learning,” por favor visite: http://www.youtube.com/watch?v=3xMqJmMcME0&feature=related

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